Como eu tinha prometido, aqui está a foto da Ponte dos Suspiros ou Bridge of Sighs, em Cambridge, que é citada como um dos pontos mais bonitos.
Das fotos que tirei da ponte, esta nem é a mais bonita, mas eu a escolhi porque gosto da imagem do homem pequenininho que vai passar sob ela. É que o rio é uma das atrações de Cambridge e um dos passeios bem procurados pelos turistas. Esse homem que aparece na foto, minúsculo, é um dos que trabalham remando turistas para cima e para baixo.
Há várias pontes com o mesmo nome pelo mundo afora. Esta fica dentro do St Paul´s College. As visitas ao College são pagas e não é permitido atravessar a ponte pelo lado de dentro, caminhando. Mas, por sorte, no fim do ano passado, fui participar de uma das palestras do sociólogo Manuel Castells, estudioso das sociedades de rede. E, como era no St Paul´s College, pude caminhar pelo lado de dentro da ponte e atravessá-la. Mas, que pena, pois eu tinha esquecido a máquina fotográfica.
A primeira vez que tive contato com a obra do Castells foi na Universidade Federal de Goiás (UFG), como aluna ouvinte de uma disciplina do cientista político Pedro Célio, que tinha sido meu professor no curso de Jornalismo anos atrás. Comprei um dos livros do Castells e confesso que o achei muito pesado.
O que mais me chamou a atenção não foram nem as idéias dele, mas o seu tamanho. Ele é muito pequeno. Se você só ouvi-lo falar, e não vir o rosto, você leva um susto ao vê-lo de perto, porque ele é tão convincente quando se trata de suas idéias, fala com uma voz tão potente, que você pensa que ele é bem alto. Mas não.
Até gostei de algumas coisas que ele disse. Como não conheço a obra dele a fundo, não posso ficar palpitando a esmo. Sua principal qualidade, ao meu ver, é defender suas idéias de uma maneira sólida, com conhecimento de causa, pelo menos ao que parece. E ele adora falar, falar, falar. Deve gostar da profissão que tem. Só é difícil entender a pronúncia do Inglês, embora ele seja um espanhol que leciona na área de Comunicação nos Estados Unidos e tem que falar Inglês boa parte do tempo.
Enfim, é isso. Não são nem cinco horas e há um tempão já é escuro. Mas fez uma tarde linda, com sol.
Até!
Rosane.
Cambridge, 19 de janeiro de 2012.
Olá, Rosane
ResponderExcluirQue bacana este espaço! Quem divulgou foi a Maria Nikolajeva. Estou indo com mais alguns amigos em março, para participar do Congresso The Child and the Book. Adoraria ouvir mais sobre sua pesquisa sobre o PNBE. Vc irá apresentá-la no congresso?
Abraços
Renata, como vai?
ExcluirObrigada pelo e-mail. Tem sido uma experiência novíssima para mim, essa do blog. A Maria me disse mesmo que vocês viriam. Você vai apresentar trabalho? Eu enviei meu texto para a organização e, dependendo da resposta, vou apresentar algo sobre a pesquisa.
Eu já estou na reta final do doutorado e vou terminá-lo até o fim do ano. Meu orientador e eu nos focamos no PNBE, mas o pano de fundo é mesmo a leitura, pois estão intrincados. Em busca de escolas onde os livros de literatura do PNBE talvez fossem lidos, encontramos apenas duas em Campinas, mas com mil e uma limitações. É que em São Paulo foi criado, no governo do José Serra, as Salas de Leitura, e, pesquisando sobre o PNBE, acabei chegando a esse outro programa, estatal. Enfim, é tudo complexo, obscuro, e o PNBE tornou-se apenas mais uma máquina de distribuição de livros, infelizmente.
Aqui no Reino Unido, estou em busca de experiências com leitura e tenho pesquisado sobre as estratégias do governo. Eles também enfrentam vários problemas nessa área e minha pergunta é: como, então, eles lidam com esses problemas? Meu olhar aqui é bem mesmo sob o viés político, eu diria educacional e político. Por isso, tenho me embrenhado nessa temática, lido, pesquisado, vou para Londres em busca de referências, enfim, estou nessa busca.
Qualquer coisa, me escreva. De toda forma, nos veremos em março.
Abraço!
Rosane.
Poxa, parece bem interessante. Gostaria de ouvir mais, de verdade. Sou editora, e sempre penso no PNBE em rel. à qualidade dos livros selecionados, se comparado com a qualidade dos livros selecionados por escolas particulares. Mas gostaria de ler sobre esse seu viés, que no fim é o que de fato interessa, não é mesmo?
ExcluirVou apresentar um trabalho sobre a questão da influência da nomenclatura do picturebook na compreensão de seu conceito no Brasil, em diálogo com terminologias estrangeiras. É um trecho da minha dissertação, q trata sobre o tema.
Se puder, me escreva! Meu email é renata.nakano@gmail.com. Gostaria mesmo de conhecer mais seu trabalho e, quem sabe, conversarmos ao vivo por aí, fim de março.
Grande abraço!
Legal, Renata, que você vai apresentar trabalho aqui! Vocês vão ter a sorte de pegar a cidade já ensolarada, pois o inverno já terá ficado para trás. Se bem que a Inglaterra nunca tem "aquele" sol a que estamos acostumados aí.
ExcluirSobre o PNBE, o MEC, a exemplo do que acontece com os demais programas de livros, delega a um grupo de professores universitários a avaliação e posterior escolha das obras. Há obras excelentes, como há aquelas não muito boas, e que também passam pela filtragem. Mas o problema está na questão do estímulo à leitura, de uma política eficiente. É um problema que tem a idade do Brasil e que só tem se agravado. As escolas públicas estão sucateadas.
E, sobre as escolas particulares, acho que é provável que o acervo que vá para as públicas seja até bem melhor. Tem muita coisa boa. A leitura não se dá não é por falta de livros. Livros bons há em excesso. E penso que não há a garantia de que o aluno da particular leia mais. Talvez um pouquinho mais, dependendo do aluno e da escola. Já dei aula para crianças em escola particular por vários anos e acompanho um pouco a realidade das particulares.
Vamos, sim, manter contato e obrigada pelo interesse.
Abraço!
Rosane.