Caro leitor,Ao contrário do ricaço Eike Batista, que vive encontrando petróleo no Brasil - e parece que está a cada dia mais bonitão e feliz -, este poço aqui trata-se de um poço singelo, do personagem Visconde de Sabugosa.
Quanto mais o tempo passa, mais me aproximo da obra lobatiana e da rica experiência que foi para mim pesquisar sobre o Sítio do Picapau Amarelo e a ciência na obra de Monteiro Lobato durante o mestrado, sob a orientação do professor Pedro da Cunha. E aproveito para fazer propaganda. Uma aluna de comunicação da ESPM, de São Paulo, recentemente entrou em contato comigo e produziu um vídeo sobre o Visconde. Está no endereço http://www.youtube.com/watch?v=d65mzq8npYM
Continuo aqui, na Faculdade de Educação de Cambridge, lendo o relatório do Ofsted, aquele órgão Inglês que fiscaliza a educação no Reino Unido, como disse em postagem anterior. O título do relatório, lançado em 2010, é "Reading by six - How the best schools do it". Mas já lhe adianto que estou com a pulga atrás da orelha. Por que eles enfatizam só as melhores escolas que conseguem atingir as metas? E cadê "as piores"? E o que significa ser melhor para esse pessoal? Sei que logo no começo do relatório, Christine Gilbert, chefe maior da inspeção escolar, diz que:
"Nós sabemos como desenvolver, encorajar, melhorar a leitura e a escrita, e como enfrentar os desafios que cada criança enfrenta, mas as evidências sugerem que não temos sido bem-sucedidos em fazer isso de maneira consistente e de forma persistente em todas as escolas do País."
De novo me sinto aliviada por saber que "os ricos" também têm lá seus problemas. Será que o senhor James Cameron lê esses relatórios? Será que ele sabe ler? Sempre me pergunto se a rainha Elizabeth já legou algum livro na vida. Parece gracejo, mas é verdade. O que tem de gente importante que não lê. Ou nem sabe ler...
São 16h20 e a noite cai. Vou voltar ao relatório do Ofsted. Que preguiça! Depois vou falar mais da Elizabeth, a reina...
Não sou namorada do Eike Batista e, portanto, tenho que trabalhar. Ainda não apareceu nenhum poço de petróleo no meu caminho. Talvez sejam profundos demais para o alcance dos meus olhos.
Até!
Rosane.
Cambridge
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